Um olhar mais profundo para Hebreus 6.13-20 
     Deus por meio de suas promessas imutáveis quer nos encorajar. Abraão foi encorajado por uma promessa bendita, e como ele é o nosso pai, e sendo nós herdeiros da mesma promessa e por ela somos encorajados a vivermos uma vida voltada para Deus, assim como o nosso pai Abraão.
     O juramento que Deus fez, jurando pelo seu próprio nome, revela o caráter imutável de tal promessa, pois uma vez que fez a promessa é imutável, sua palavra também o é. Nossa esperança deve estar alicerçada em tal imutabilidade, o que nos dará uma constância necessária para o nosso viver cristão.
    A promessa requer de nós uma espera paciente. Essa espera é uma qualidade indispensável para todo aquele que crê no Senhor. É importante termos em mente, que sempre há um intervalo, algumas vezes longo e testador, entre a promessa e a sua concretização; todavia se nos mostrarmos pacientes e constantes certamente obteremos as bênçãos prometidas, assim como o nosso pai Abraão alcançou.
    Vivemos em uma época que confiamos mais nas palavras humanas do que na imutável palavra de Deus. Se dermos crédito a falsas promessas de homens mentirosos, deveríamos muito mais da um crédito ainda maior as promessas benditas pronunciadas pelo deus da verdade, que é a própria verdade eterna.
     Deus já havia dito o suficiente para dar-nos o encorajamento para o nosso viver cristão. Entretanto, Deus não é um Deus do mínimo. Seu propósito não é falar-nos tão poucas palavras de encorajamento. Não são apenas palavras. São palavras melhores. Ele começa com promessas simples (infalíveis, imutáveis e dignas de confiança), e depois ele nos faz juramentos fundamentados em seu próprio nome. Que Deus Bendito e Benevolente e que amor incondicional!
    Agora, o quão encorajado Deus quer que nos sintamos? O verso 18 afirma “forte alento tenhamos”. Deus quer realmente que sejamos fortes. Devemos pregar isso para nós mesmos todos os dias: “Deus deseja eu tenha um forte alento!” Tudo isso é importante porque a vida não é um mar de rosas. Os dias são maus, as nossas imperfeições nos frustram o caminhar. Contudo, devemos lançar mão da esperança proposta, a saber, a vida eterna, que se inicia aqui e que se consumará na glória eterna com Jesus. Tendo sempre em mente, que essa esperança é a âncora do nosso “navio”. É ela que dá sustentabilidade quando o mar de nossas vidas está turbulento e agitado. Ancorados nessa esperança que tem um alcance ilimitado, ele atinge a própria eternidade e internamente o santuário de Deus, uma vez que lá Cristo derramou o seu sangue por nós, assim sendo nossa esperança é o próprio Cristo, que ao entrar no Santo dos Santos garantiu a nossa entrada futura ali. Que promessa gloriosa e bendita! Devemos ser cônscios de que não merecemos tal promessa, mas por amor a Si mesmo, o Senhor soberanamente no-la outorgou.
Joel da Silva Pereira